sábado, 27 de agosto de 2011

Conchas

                                   As conchas e suas histórias

Relacionadas a mitos e lendas da antiguidade, as conchas há muito despertam a atenção e o fascínio do homem.
Conta a mitologia grega que Afrodite (Vênus), a mais bela entre as deusas do Olimpo, surgiu do mar amparada numa grande concha de madrepérola, provavelmente da família Pectinidae.
Uma infinidade de conchas foi achada por arqueólogos nos túmulos dos faraós do Egito. Dizia-se, naquela época, que os deuses não descontavam da vida dos mortais os dias em que passavam coletando conchas.  Na liturgia diária, Brahamana, os religiosos seguram esta concha na mão esquerda ao recitar esta prece:
“Na boca desta concha está o Deus da Lua...
Nesta concha está o Chefe Brahamanos,
Este o motivo pelo qual adoramos a Sagrada Concha.
Glória a Ela, bendita por todos os Deuses, nascida no mar,
e carregada por Vishnu em sua mão...





No Império Azteca, conchas pintadas e transformadas em adornos eram oferecidas aos deuses.
Na Nova Guiné, Japão e outras ilhas, o som da concha Strombus servia para espantar os espíritos malignos, além de servir para o ritual de iniciação nos ritos sagrados.
A cor púrpura, a mais famosa de todas as tinturas produzidas pelos povos antigos, era obtida através dos moluscos da família dos Murex. A tinta era conhecida pelos povos neolíticos da ilha de Creta. A primeira constatação nos foi dada por Aristóteles. A concha tornou-se o emblema da cidade e ainda hoje os peregrinos quando voltam para suas casas levam consigo pectens fixadas em roupas e chapéus. Atualmente esta concha é símbolo de uma grande marca de produtos petrolíferos, a Shell.
As conchas são procuradas pelos homens por seu valor, beleza, motivos sagrados ou místicos, mas também por serem uma importante fonte de alimentos. As ostras, mexilhões ou mariscos são moluscos de carne saborosa, rica em vitaminas, proteínas e sais minerais. Muitos efeitos medicinais são atribuídos a conchas. O “suco” de Haliotis é eficiente contra muitos vírus e bactérias como: Staphylococus, Steptococus e Salmonella. Em 1960 foi descoberto que o extrato das Tridacnas era um grande inibidor do câncer em ratos.
Muito ainda se tem para descobrir sobre o mundo fascinante das conchas. Diz um ditado popular: “Você não precisa ser louco para colecionar, mas isso ajuda”.

                                              Caracterização das Conchas                               
 
A concha é um órgão rígido , muitas vezes externo, característicos dos moluscos. A morfologia das conchas é uma das características usadas para classificar esses animais:
  • Os bivalves, como o nome indica, têm uma concha formada por duas peças;
  • Os gastrópodes, como os caracóis, têm geralmente uma concha assimétrica, muitas vezes enrolada em espiral; mas as lesmas podem ter um rudimento de concha interior;
  • Os cefalópodes, como o choco, têm uma concha interna, mas o náutilo possui uma concha exterior.
As conchas são formadas por nácar, uma mistura orgânica de camadas de conchiolina (uma escleroproteína), seguida de uma capa intermédia de calcite ou aragonite, e por último uma camada de carbonato de cálcio (CaCO3) cristalizado.
O nácar é secretado por células ectodérmicas do manto de certas espécies de moluscos. O sangue dos moluscos é rico em uma forma líquida de cálcio, que se concentra fora do fluxo sanguíneo e se cristaliza como carbonato de cálcio. Os cristais individuais de cada camada diferem na sua forma e orientação. O nácar deposita-se de forma contínua na superfície interna da concha do animal (a capa nacarada iridescente, também conhecida como madrepérola). Estes processos proporcionam ao molusco um meio para alisar a própria concha e mecanismos de defesa contra organismos parasitas e dejectos prejudiciais.
Quando um molusco é invadido por um parasita ou é incomodado por um objecto estranho que o animal não pode expulsar, entra em ação um processo conhecido como enquistação, pelo meio do qual a entidade ofensiva é envolta, de forma progressiva, por camadas concêntricas de nácar. Com o tempo formam-se pérolas. A enquistação mantém-se até que o molusco morra.
As conchas são muito duradouras: duram mais tempo que os animais de corpo mole que as produzem. Em lugares onde se acumulam grandes quantidades de conchas formam-se sedimentos que podem converter-se, por compressão, em calcário.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O que os lixos causam para os animais marinhos.

                                   Plásticos constituem maior parte de lixo no mar.
Produtos plásticos - como garrafas, sacos, embalagens de comida, copos e talheres - formam a maior parte do lixo encontrado no oceano. 
O lixo marinho é sintomático de um problema maior: o desperdício e a persistente má administração dos recursos naturais. Os sacos plásticos, garrafas e outros lixos se acumulando nos oceanos e mares poderiam ser reduzidos drasticamente por uma política de redução de lixo.
Parte deste lixo, como os sacos plásticos finos que só podem ser usados uma vez e sufocam a vida marinha, deveriam ser proibidos, ou rapidamente tirados de circulação em todo lugar - não há mais como justificar a fabricação desses sacos em nenhum lugar.
Os compostos tóxicos do plástico podem ser encontrados nos organismos que o consomem, o produto pode ser confundido com comida por vários animais, inclusive mamíferos marítimos, pássaros, peixes e tartarugas. As tartarugas marinhas, em particular, podem confundir sacolas plásticas boiando com águas-vivas, um de seus alimentos favoritos.
Além dos problemas de saúde e para a vida marítima, o lixo nos mares também provoca prejuízos econômicos, afirma o documento, com barcos e equipamentos de pesca danificados e contaminação de instalações para turismo e agricultura.
No fundo do mar, o lixo do carnaval de Salvador !!!
Depois do carnaval um grupo de mergulhadores resolveram ver o que havia no fundo do mar deixado pelos turistas.



O Risco que o Lixo no Mar oferece aos Animais: Poluição, Morte.

  O homem se desenvolve, busca cada vez mais tecnologias para facilitar sua vida e quem sofre com tudo isso é a natureza. Com as indústrias temos poluição, com a retirada de árvores o desmatamento mas e com o lixo jogado nos oceanos, o que acontece com ele.
Muitos turistas quando vão à praia deixam embalagens e lixos na areia, sem a menor preocupação com o destino de todo esse lixo. Durante a noite a maré sobe e tudo o que foi deixado na areia vai parar no mar, para a desgraça de peixes, tartarugas e baleias. Em 2008 um caso impressionou os norte americanos. Duas cachalotes encalharam e acabaram morrendo no litoral da Califórnia. Ao abrirem os animais foram descobertos 134 tipos diferentes de redes em seus estômagos e a especialistas chegaram a conclusão que a causa da morte foi oclusão intestinal, resultado das redes encontradas.

Foto tirada na Praia do Itaguá há poucos anos, durante a alta temporada. Um exemplo claro do grave estado de degradação que a desinformação e pouco caso com o meio ambiente podem gerar.

Você Sabia?

- Que as algas são responsáveis pela maior parte da produção de oxigênio, atuando ainda como ótimos indicadores de poluição em cursos de água?

- Que, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), 25% de todas as doenças da humanidade são causadas por água de má qualidade? 

- Que das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção, 171 ocorrem na Mata Atlântica?

- Que atualmente a Mata Atlântica está reduzida a cerca de 7,3% de sua cobertura florestal?

Animais em risco de extinção


Leão-Marinho

Baleia Jubarte
A importância das algas

Ariranha ( Lontras )

Tartaruga Marinha

A Importância das Algas As algas são plantas aquáticas, encontradas no mar ou água doce. Elas têm tamanhos diferentes: podem ser microscópicas ou terem muitos metros de comprimento. Algumas algas podem servir como alimento para as pessoas, como saladas feita com a própria planta, molhos, doces e sopas. Isso porque as algas contêm substâncias nutritivas Em sorvetes, glacês, geléias são utilizadas substâncias extraídas de certas algas. Elas também podem ser usadas como adubo, antibióticos e rações para animais. O mais interessante sobre as algas é que são ótimas produtoras de oxigênio, pois têm clorofila e realizam a fotossíntese. Pela fotossíntese as algas também produzem açúcares e proteínas que servirão de alimento para própria planta e para animais, entre eles o homem. As algas liberam no ar mais de 50% do oxigênio produzido nas águas dos rios e mares. Mas a poluição das águas tem afetado a vida das algas. O excesso de esgoto que vem das casas e das indústrias provoca o desenvolvimento de certos tipos de algas que produzem cor, gosto e cheiro desagradáveis na água. A poluição das águas também interfere nas cadeias alimentares em que as algas servem de alimento para pequenos peixes como as sardinhas, que por sua vez, são alimentos de peixes maiores como os tubarões e baleias.
As algas têm um importantíssimo papel na biosfera – aliás, sempre tiveram, basta recordar que foram elas as primeiras produtoras de oxigênio no nosso planeta. No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.
Algumas algas são excelentes indicadores de determinados problemas ecológicos. Por exemplo, quando se vê um tapete de alfaces-do-mar ou de algas azuis numa zona, isso é normalmente indicador de poluição por excesso de efluentes nitrogenados.
http://www.youtube.com/watch?v=VZ144VRboEE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=JwsDn8unr9E
http://www.youtube.com/watch?v=lsowf0ecEHI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=pYHoMneJEGA&feature=related

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tartarugas

As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. Mas sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram, diferenciando-se de outros répteis.
O número de suas vértebras diminuiu e as que restaram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo para se adaptarem à vida no mar.
Existem sete espécies de tartarugas marinhas, agrupadas em duas famílias - a das Dermochelyidae e a das Cheloniidae. Dessas, cinco são encontradas no Brasil
TARTARUGA-CABEÇUDA 
 
Nome Científico: Caretta caretta
Nomes comuns: cabeçuda ou mestiça
Status internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: oceanos Atlântico, Índico, Pacífico e mar Mediterrâneo (águas temperadas).
Habitat: baías litorâneas e fozes de grandes rios
Tamanho: 71 a 105 cm de comprimento curvilíneo de carapaça Peso: 150 kg em média.
Casco (carapaça): óssea, com cinco placas laterais de coloração marrom, o que define a espécie em comparação com as demais.
Cabeça: possui uma cabeça grande e uma mandíbula extremamente forte
Nadadeiras: anteriores/dianteiras curtas e grossas e com duas unhas; as posteriores/traseiras possuem duas a três unhas
Dieta: são carnívoras, alimentando-se principalmente de mariscos típicos do fundo do oceano, também comem caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados pelos músculos poderosos da mandíbula
Estimativa mundial da população: 60.000 fêmeas em idade reprodutiva.
TARTARUGA-DE-PENTE
Nome Científico: Eretmochelys imbricata
Nome comum: tartaruga-de-pente
Status internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: Mares tropicais e, por vezes, subtropicais
Habitat: prefere recifes de coral e águas costeiras rasas, como estuários e lagoas, podendo ser encontrada, ocasionalmente, em águas profundas
Tamanho: entre 80 e 90 cm de comprimento curvilíneo de carapaça
Peso: 80 kg em média, podendo atingir até 150 kg
Casco (carapaça): quatro placas laterais de cor marrom e amarelada, que se imbricam como “telhas” e dois pares de escamas pré-frontais
Cabeça: a boca se assemelha ao bico de um falcão e não é serrilhada
Nadadeiras: anteriores/dianteiras e posteriores/traseiras com duas unhas
Dieta: esponjas, anêmonas, lulas e camarões; a cabeça estreita e a boca formam um bico que permite buscar o alimento nas fendas dos recifes de corais
Estimativa mundial da população: 34.000 fêmeas em idade reprodutiva.


TARTARUGA-VERDE

Nome Científico: Chelonia mydas
Nomes comuns: aruanã ou tartaruga-verde
Status Internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Vulnerável (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: todos os mares temperados e tropicais do mundo
Habitat: habitualmente em águas costeiras com muita vegetação (áreas de forrageio), ilhas ou baías onde estão protegidas, sendo raramente avistadas em alto-mar
Tamanho: em média 120 cm de comprimento curvilíneo de carapaça
Peso: 160 kg em média, podendo atingir até 300 kg Casco (carapaça): quatro placas laterais de cor verde ou verde-acinzentado escuro
Cabeça: cabeça pequena com um único par de escamas pré-orbitais e uma mandíbula serrilhada que facilita a alimentação
Nadadeiras: anteriores/dianteiras e posteriores/traseiras com uma unha visível
Dieta: varia consideravelmente durante o ciclo de vida: até atingirem 30 cm de comprimento, alimentam-se essencialmente de crustáceos, insetos aquáticos, ervas marinhas e algas; acima de 30 cm, comem principalmente algas; é a única tartaruga marinha que é estritamente herbívora em sua fase adulta.
TARTARUGA-OLIVA

Nome Científico: Lepidochelys olivacea
Nomes comuns: tartaruga-oliva
Status Internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: oceanos Pacífico e Índico; no Atlântico ocorre na América do Sul e na costa oeste da África
Habitat: principalmente águas rasas, mas também em mar aberto
Tamanho: entre 60 e 70 cm de comprimento curvilíneo de carapaça
Peso: entre 35 e 60 quilos.
Casco (carapaça): seis ou mais placas laterais, com coloração cinzenta (juvenis) e verde-cinzento-escuro (adultos)
Cabeça: pequena, com mandíbulas poderosas que lhe ajudam na alimentação
Nadadeiras: dianteiras e traseiras com uma ou duas unhas visíveis, podendo ocorrer uma garra extra nas nadadeiras anteriores
Dieta: peixes, caranguejos, moluscos, mexilhões, lulas e camarões
Estimativa mundial da população: 800.000 fêmeas em idade reprodutiva
TARTARUGA-GIGANTE OU DE-COURO

Nome Científico: Dermochelys coriacea
Nomes comuns: tartaruga-de-couro ou tartaruga-gigante
Status Internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: Criticamente Em Perigo (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)
Distribuição: todos os oceanos tropicais e temperados do mundo
Habitat: principalmente alto-mar, sendo eventualmente encontrada em baías e estuários
Tamanho: até 2 m de comprimento curvilíneo de carapaça Peso: 500 kg em média, podendo atingir até 700 kg
Casco (carapaça): composto por uma camada de pele fina e resistente e milhares de placas minúsculas de osso, formando sete quilhas ao longo do comprimento; apenas os filhotes apresentam placas córneas, daí o nome popular: de-couro; a coloração é cinzenta-escura ou preta, com pontos brancos
Dieta: alimenta-se essencialmente de medusas Estimativa mundial da população: 34.000 fêmeas em idade reprodutiva
TARTARUGA FLATBACK

Nome Científico: Natator depressus
Status Internacional: falta de dados (status não definido pela IUCN)
Distribuição: Limitada às águas dos litorais das regiões noroeste, norte e nordeste da Austrália e do golfo de Papua Nova Guiné.
Habitat: prefere águas costeiras, baías e recifes de coral
Tamanho: Possui em média 90 centímetros de comprimento curvilíneo de carapaça;
Peso: Pesa em média 120 quilos;
Casco (carapaça): 4 placas laterais de coloração acinzentada, com tons marrom e amarelo; formato oval; corpo reto, achatado e liso Cabeça: a cabeça possui um único par de placas pré-frontais
Nadadeiras: dianteiras e traseiras com uma unha
Dieta: variada, alimentando-se essencialmente de pepinos-do-mar, medusas, moluscos, camarões grandes, briozoários e outros invertebrados
Estimativa mundial da população: menos de 7.500 fêmeas em idade reprodutiva






LORA OU KEMPS RIDLEY

Nome Científico: Lepidochelys kempii
Status Internacional: Criticamente Em Perigo (classificação da IUCN)
Distribuição: a maioria dos adultos existe no Golfo do México; os juvenis variam entre áreas dos litorais tropicais do noroeste do oceano Atlântico
Habitat: preferem áreas rasas com fundos arenosos e enlameados
Tamanho: entre 60 e 70 cm de comprimento curvilíneo de carapaça
Peso: entre 35 e 50 quilos
Casco (carapaça): cinco placas laterais com coloração verde-cinzenta-escura (nos adultos)
Cabeça: pequena e relativamente triangular
Nadadeiras: dianteiras e com uma unha; traseiras podem ter uma ou duas
Dieta: Possuem mandíbulas poderosas que as ajudam na alimentação de caranguejos, mexilhões, e camarões. Também se alimentam de peixes, anêmonas e medusas;
Estimativa mundial da população: menos de 1.000 fêmeas em idade reprodutiva
ATIVIDADES DIÁRIAS
As tartarugas marinhas são solitárias e permanecem submersas durante muito tempo, o que dificulta extremamente o estudo do comportamento. As décadas de pesquisa, entretanto, produziram introspecções úteis em atividades diárias, como cópula e postura.
Possuem visão, o olfato e a audição desenvolvidos, além de uma fantástica capacidade de orientação. Por isso, mesmo vivendo dispersas na imensidão dos mares, sabem o momento e o local de se reunirem para reprodução. Nessa época, realizam viagens transcontinentais para voltar às praias onde nasceram.
Fora da época reprodutiva, as tartarugas marinhas podem migrar centenas ou milhares de quilômetros. Podem dormir na superfície quando estão em águas profundas ou no fundo do mar, sob rochas, em áreas próximas à costa. Os filhotes flutuam na superfície durante o sono e geralmente mantém as nadadeiras dianteiras encolhidas para trás sobre a parte traseira do corpo.
Acasalamento
O acasalamento ocorre no mar, em águas profundas ou costeiras. A fêmea escolhe um entre vários machos e o namoro começa com algumas mordidas no pescoço e nos ombros. A cópula dura várias horas e uma fêmea pode ser fecundada por vários machos. A fecundação é interna e uma fêmea pode realizar em média de três a cinco desovas para uma mesma temporada de reprodução, com intervalos médios de 10 a 16 dias.
Desova e Nascimento
No litoral brasileiro, as desovas acontecem entre setembro e março, com variação entre as espécies. Nas ilhas oceânicas (apenas a espécie Chelonia mydas), entre janeiro e junho. Os filhotes rompem os ovos e nascem após 45 a 60 dias de incubação em média.
Seleção de praias
Para desovar, as fêmeas procuram praias desertas e normalmente esperam o anoitecer, pois o calor da areia, durante o dia, dificulta a postura e, além disso, a escuridão da noite as protege de vários perigos. Quando a noite vem, as tartarugas escolhem um trecho da praia livre da ação das marés para construir a cama e o ninho.
Cama
Com as nadadeiras anteriores, escavam um grande buraco redondo, de mais ou menos dois metros de diâmetro (chamado de cama), onde se alojam para iniciar a confecção do ninho. Elas podem fazer várias camas, até escolherem uma para pôr os ovos.
Ninho e postura
Feita a cama, constroem, com as nadadeiras posteriores, um outro buraco para o ninho, que tem cerca de meio metro de profundidade. Esse comportamento de postura dos ovos varia um pouco de acordo com a espécie e com a área em questão, mas já se sabe que em uma única temporada de desova a mesma fêmea pode subir à praia para desovar até oito vezes, com intervalos que variam entre 10 e 16 dias.
Incubação
Depois da postura, a mãe volta para o mar. O que faz os filhotes se desenvolverem dentro do ovo é o calor da areia. Temperaturas altas (acima de 29 ºC) produzem mais fêmeas, temperaturas mais baixas (abaixo de 29 ºC) produzem mais machos.
Nascimento
Entre 45 e 60 dias após a fêmea colocar os ovos, estes se rompem para nascerem os filhotes. Em movimentos sincronizados, um filhote ajuda o outro, retirando a areia, até todos alcançarem a superfície do ninho e correrem imediatamente para o mar. A saída dos filhotes à superfície ocorre quase sempre à noite e para chegarem ao mar, eles se orientam pela luminosidade do horizonte. Mas uma chuva forte, provocando o resfriamento da areia, pode provocar a saída de uma ninhada durante o dia.
Sobrevivência
Os filhotes são pequenos e frágeis, medindo apenas cerca de cinco centímetros. Muitos são devorados por siris, aves marinhas, polvos e principalmente peixes. Outros morrem de fome e doenças naturais. Estima-se que, de cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas atingem a idade adulta. Mas, depois de adultas, poucos animais conseguem ameaçá-las, com exceção do homem.
Migração
As tartarugas marinhas são animais migratórios por excelência, viajando milhares de quilômetros entre as áreas de alimentação e as praias de desova. Devido a esta grande habilidade migratória, conseguem retornar a praia em que nasceram quando atingem a maturidade para se reproduzir.
Pesquisas para melhor compreender como as tartarugas marinhas migram tem sido foco de estudos realizados por cientistas durante décadas. Por serem animais altamente migratórios e poderem cruzar fronteiras de vários países, devem ser protegidos através de acordos de cooperação internacionais para que o esforço de conservação seja efetivo.
Ciclo de Vida
Após o nascimento, os filhotes emergem do ninho e correm para o mar, passando as horas seguintes nadando para regiões oceânicas, onde estão mais seguros de predadores e conseguem buscar alimento.
Durante um longo período, chamados pelos pesquisadores de “anos perdidos”, não há praticamente nenhuma informação sobre o que acontece aos filhotes. Imagina-se que fiquem boiando entre algas ou vagando à deriva em mar aberto.
Após esse período, entram em fase juvenil, estando grandes o suficiente para retornarem às águas costeiras, onde permanecem, se alimentando e crescendo, até atingirem a idade adulta.
Ao atingirem a idade adulta e a maturidade sexual, provavelmente permanecem em uma área de alimentação durante toda a vida, exceto durante as temporadas reprodutivas, quando machos e fêmeas retornam à praia em que nasceram para o acasalamento e desova.


Navegação
Em mar aberto, as tartarugas marinhas encontram fortes correntes, e mesmo com estas limitações, são capazes de navegar regularmente por longas distâncias para encontrar suas praias de desova. Os mecanismos de navegação que as permite sempre reencontrar sua praia de desova são ainda um grande mistério, estudado por várias gerações de pesquisadores.
Uma nova teoria sobre como as tartarugas marinhas navegam sugere que eles são capazes de detectar o ângulo e a intensidade do campo magnético terrestre. Utilizando estas duas características, elas conseguiriam determinar sua latitude e longitude, e assim sua posição em mar aberto. Os primeiros experimentos parecem provar a habilidade das tartarugas marinhas em detectar esses campos magnéticos.

Seres Abissais


Animais Pré-históricas do fundo do mar